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Trump sugere acionar Artigo 5 da Otan para enfrentar imigração na fronteira com o México
Por Administrador
Publicado em 23/01/2026 08:24
Imigração

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22/1) que o país poderia recorrer à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para lidar com a imigração na fronteira sul com o México. Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a entrada de migrantes como uma “invasão” e levantou a possibilidade inédita de acionar o Artigo 5 do tratado da aliança militar.

 

O Artigo 5 estabelece o princípio da defesa coletiva entre os países-membros da Otan, prevendo que um ataque contra um aliado seja considerado um ataque contra todos. Segundo Trump, a medida poderia obrigar países aliados a colaborar diretamente na proteção da fronteira sul dos Estados Unidos, permitindo que agentes da Patrulha de Fronteira fossem deslocados para outras funções.

 

“Talvez devêssemos ter colocado a Otan à prova: invocado o Artigo 5 e forçado a Otan a vir até aqui proteger nossa fronteira sul contra novas invasões de imigrantes ilegais, liberando assim um grande número de agentes da Patrulha de Fronteira para outras tarefas”, escreveu o presidente.

 

Especialistas destacam, no entanto, que o Artigo 5 nunca foi utilizado para tratar questões migratórias. O dispositivo é tradicionalmente associado a ataques armados contra países-membros da aliança. Até hoje, foi acionado apenas uma vez, em 2001, quando os Estados Unidos solicitaram apoio após os atentados terroristas de 11 de setembro.

 

As declarações de Trump ocorrem em meio a crescentes atritos entre Washington e aliados da Otan. O presidente tem elevado o tom ao defender que os Estados Unidos assumam maior controle sobre a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca, sob o argumento de segurança estratégica no Ártico.

 

Ainda nesta quinta-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos teriam amplo acesso à Groenlândia após um possível acordo envolvendo a Otan. Ele evitou confirmar se o país pretende comprar o território, mas disse que as negociações seguem em andamento.

 

De acordo com o presidente, uma base inicial desse entendimento foi discutida durante uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, à margem do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça. Até o momento, porém, os detalhes do possível acordo não foram divulgados oficialmente.

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