Segundo informações do jornalista Ricardo Feltrin, a motivação por trás da reestruturação da GloboNews em seu quadro de funcionários, bem como a tendência mais neutra ou crítica às autoridades, está diretamente ligada à sanção do ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky.
Feltrin afirma que o Grupo Globo teria avaliado como um risco o fato de alguns de seus principais jornalistas estarem "defendendo ardentemente" o ministro Moraes e o governo Lula.
O temor seria que, caso a emissora fosse percebida por Washington como cúmplice ou defensora de ações autoritárias por parte do STF, empresas americanas poderiam ser legalmente impedidas de manter investimentos no Grupo Globo.
Isso incluiria desde publicidade até contratos de tecnologia e transmissão, incluindo a distribuição digital, setores considerados estratégicos para a sustentabilidade do conglomerado.
Essa informação surge logo após uma pesquisa interna encomendada pelos acionistas da Globo, que apontou que o canal de notícias é visto pelos telespectadores como "muito esquerdista".
Diante disso, concluiu-se que seria necessária uma reformulação completa no time de âncoras e analistas da emissora, com o objetivo de "reposicionar a rede como um player aceito pelos dois espectros políticos", segundo outros relatórios dos jornais O Dia e Folha de S. Paulo.